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Morte cerebral - 26/03/2025, 19:35 - Leilane Teixeira / Portal A Tarde - Atualizado em 26/03/2025, 19:52

Motorista por app baleado no Ogunjá morre após dias internado

Wallace Sacramento Borges, de 22 anos, teve a morte cerebral confirmada; família doará os órgãos

Wallace foi baleado na noite do último domingo (23)
Wallace foi baleado na noite do último domingo (23) |  Foto: Reprodução / Redes Sociais

Morreu nesta quarta-feira (26), o motorista por aplicativo baleado na Avenida Ogunjá, em Salvador. Wallace Sacramento Borges, de 22 anos, teve a morte cerebral decretada no início da tarde após resultado do laudo médico. A informação foi confirmada ao Grupo A TARDE pela companheira dele, Rivana Souza.

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"Infelizmente o laudo do eletroencefalograma constatou a morte cerebral dele. Ainda não sei o que falar, nem o que sentir. Estou triste, arrasada. Estamos resolvendo os trâmites do enterro, mas parece que minha ficha não caiu ainda", declarou.

Wallace foi baleado na noite do último domingo (23), enquanto passava pela Avenida Ogunjá. O motorista por aplicativo estava com o veículo parado em um semáforo. Nesse momento, três suspeitos estavam em fuga dentro de um carro que tinham acabado de roubar, mas, devido a trava se de segurança, eles desceram do automóvel e tentaram tomar o veículo do motorista. O trabalhador foi atingido na cabeça e os suspeitos fugiram em seguida.

Desde então, Wallace estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE) respirando por aparelhos. Antes do laudo definitivo, o motorista já tinha passado por dois testes de reflexo que já indicavam a probabilidade de morte cerebral. Diante do cenário, família decidiu doar os órgãos de Wallace.

Um dos representantes da categoria, Atan Gama, disse ao Grupo A TARDE que irá reivindicar por justiça e mais segurança para a categoria. "Isso não pode ficar assim. Não pode ser mais uma morte sem desfecho. Já fui na Secretaria de Segurança Pública (SSP) mais uma vez. Eles informaram que estão aguardando o delegado solicitar as imagens. O crime foi domingo e as imagens não foram nem solicitadas ainda? Um absurdo. A categoria vai lutar para que a Justiça seja feita", garantiu.

A reportagem entrou em contato mais uma vez com a Polícia Civil, que informou que as "investigações seguem em andamento" e que "não há, por ora, atualizações".

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