
Quem pensa em conhecer a ilha de Morro de São Paulo, em Cairu, no baixo-sul da Bahia, precisa separar R$ 70 para pagar a tarifa de acesso após o novo aumento, anunciado em 20 de dezembro. No entanto, a atualização do preço da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA) não pegou legal entre os moradores, comerciantes e turistas, gerando até um abaixo-assinado.
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Já caro e rendendo críticas de turistas e locais, o tradicional destino turístico deve passar por aumento em 1º de julho, indo para R$ 90. Por causa da preocupação com o valor considerado alto, a galera decidiu organizar assinaturas de protestos e enviar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Empresários e trabalhadores que atuam na região temem um prejuízo na receita com a TUPA cada vez mais cara. A Prefeitura de Cairu também anunciou a cobrança da tarifa na Ilha de Boipeba, que passa a ser de R$ 50.
Não há retorno visível
No texto do abaixo-assinado, os organizadores destacaram que a principal queixa é a ausência de melhorias visíveis a partir do dinheiro que entra no caixa. Segundo o documento, a Ilha de Tinharé segue com diversas deficiências, apesar da cobrança da tarifa.
Entre os pontos citados estão a precariedade na manutenção dos píeres, a falta de lixeiras nas praias, a inexistência de uma brigada local do Corpo de Bombeiros, o descaso com áreas periféricas como Campinho, Mangaba e Gamboa, além de falhas nos serviços de limpeza e saneamento básico.
Assinaturas
A mobilização já ultrapassou 100 assinaturas em pouco tempo. Os organizadores afirmam que a iniciativa busca provocar uma reavaliação dos valores por parte da prefeitura e dos órgãos responsáveis. De acordo com eles, a cobrança considerada elevada pode desestimular a visita de turistas e impactar negativamente o comércio e os serviços que dependem da atividade turística na região.
