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Alimentação - 26/05/2026, 08:00 - Dara Medeiros

Baianas reinventam marmita e vendem praticidade com saúde

Prática alimentar antiga ganha novas versões e agrada clientes

Venda de marmitas congeladas e serviço de personal chef despertam o empreendedorismo de mulheres baianas
Venda de marmitas congeladas e serviço de personal chef despertam o empreendedorismo de mulheres baianas |  Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Nem mesmo as maiores adversidades da vida são capazes de estancar uma veia empreendedora, especialmente quando nela corre o sangue de brasileiro que não desiste nunca. Foi exatamente diante dois diagnósticos desesperadores de um tumor cerebral e dermatite atópica que a baiana Priscila Mascarenhas encontrou uma fonte de renda que mudaria a sua realidade por completo: as marmitas saudáveis congeladas.

Natural de Simões Filho, município localizado na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Priscila Mascarenhas, de 39 anos, é publicitária de formação e trabalhava como radialista e cerimonialista antes de entrar para o ramo culinário. Ela já possuía o registro de Microempreendedor Individual (MEI) devido aos eventos que participava, mas não fazia ideia que a sua futura profissão estava mais perto do que poderia imaginar, na cozinha da sua própria casa.

“Como eu estive numa situação bem delicada de saúde, a minha visão das coisas mudou completamente e foi aí que eu renasci como uma empreendedora no ramo de alimentação saudável. E é por isso que hoje eu não só vendo comida, também vendo informação através do meu Instagram”, declarou.

Priscila ganha o mundo com as marmitas produzidas dentro de casa
Priscila ganha o mundo com as marmitas produzidas dentro de casa | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Batizado de Dona Scila Marmiteria Saudável, o negócio surgiu de maneira espontânea, quando Priscila percebeu que as receitas que adaptou para o seu tratamento de controle da dermatite atópica estavam saudáveis e saborosas a ponto de pessoas que não precisavam seguir uma dieta também se interessarem em comê-las. Em 2020, um amigo a incentivou a vender seus produtos e desde então a empreendedora não parou mais.

Seu diferencial para alcançar destaque em meio a um mercado tão competitivo foi apostar na qualidade dos pratos e intensificação os sabores, evitando os rótulos de que alimentação natural é ruim ou sem gosto, além de promover praticidade para as rotinas agitadas que os clientes das grandes metrópoles, como Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho possuem.

Cardápio possuí comidas sem conservantes, glúten e lactose
Cardápio possuí comidas sem conservantes, glúten e lactose | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

“Eu vendo saúde, praticidade e conscientização. A comida saudável é inclusiva, é para todo mundo. Não é porque é sem conservante, sem glúten e sem lactose que é para quem tem restrição, para quem está doente. Na minha opinião, a comida é remédio, como foi para mim”, destacou Priscila.

Na cara e na coragem

De acordo com a pesquisa “O Corre do MEI”, realizada pela plataforma MaisMei, em 2024, cerca de 90,3% dos microempreendedores individuais no Brasil trabalham completamente sozinhos e menos de 10% contratam funcionários.

Assim como a maioria esmagadora dos trabalhadores dessa categoria do país, o negócio de Priscila Mascarenhas se mantém de pé única e exclusivamente graças ao seu trabalho árduo. Ela é responsável por quase todos os setores do empreendimento e, atualmente, conta apenas com o auxílio de aplicativos de corrida para realizar as entregas das marmitas congeladas.

“Eu estou trabalhando praticamente sozinha, então eu sou multitarefa. Na mesma hora que eu atendo, vou para o mercado, eu seleciono todo o insumo, trato e tempero, eu cozinho. Até o molho de tomate que uso sou eu quem faço”, explicou ela.

Empreendedora trabalha sozinha
Empreendedora trabalha sozinha | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Quando começou a empreender, a baiana era apenas uma jovem de 33 anos que travou uma luta para se reinventar. Não havia técnicas, estudo ou especialização culinária, apenas os saberes e temperos que aprendeu com a família ao longo da vida e uma sede insaciável de fazer a marmitaria dar certo. Seu capital inicial era de apenas R$ 500.

Na cara e na coragem, Priscila errou e acertou diversas vezes até construir seu atual modelo de vendas: “Ninguém nunca me ensinou a fazer o que eu faço hoje, então eu mesma criei meu método todo. São 6 anos de trabalho e 6 anos de porrada também. No começo é tudo muito difícil, porque primeiro eu não sabia organizar o cardápio, comecei logo com 30 sabores ou mais, não tinha horário de sair, só de chegar na marmitaria, às 7h, e ficava até 2h ou 3h da manhã até eu aprender como é que são feitas as coisas”.

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Minha mãe é testemunha das dificuldades que eu passei. Ela perdeu muitas noites comigo

Priscila recebe o apoio da mãe, dona Bete
Priscila recebe o apoio da mãe, dona Bete | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

“Minha mãe é testemunha das dificuldades que eu passei. Ela perdeu muitas noites comigo e meu pai, muitas vezes com pena de mim, falava: ‘Bete, fale com Priscila que ela não precisa disso’, mas é um sonho meu. Sabe quando a gente implanta na alma e que Deus dá aquele toquezinho que a gente sente que é aquilo ali? Então, não tem outra”, relembrou.

O tempo passou e a experiência foi sendo construída pouco a pouco. As embalagens foram trocadas, as etiquetas manuais foram substituídas por adesivos, parcerias foram fechadas, surgiram novas estratégias de marketing, reformulação da identidade visual da marca, a criação de um site com o estoque de pedidos, produção de conteúdo para o Instagram e muito mais.

“Eu tenho uma loja virtual onde o cliente entra lá, faz o pedido dele certinho, aí eu recebo a notificação, entro em contato com o cliente na mesma hora e combino com ele a entrega. Na embalagem tem a etiqueta, o prazo de validade, e dura três meses congelado. Eu oriento tudo direitinho e que para descongelar precisa ser feito na geladeira, de um dia para o outro, por não ter conservantes”, relatou.

Estudo e melhorias são essenciais para quem sonha alto

Segundo o levantamento Sobrevivência de Empresas, feito pelo Sebrae em 2020, três em cada 10 microempreendedores individuais no Brasil encerram o negócio em até cinco anos de atividade. A falta de capacitação e planejamento são alguns dos fatores responsáveis por esse cenário.

Remando contra a maré, Dona Scila Marmiteria Saudável já completou seis anos de história e tem ganhado reforço para crescer ainda mais. A proprietária já possui uma especialização em gastronomia funcional e saudável pela Natural Chef e agora é estudante de Nutrição. Ela está no terceiro semestre da faculdade e sonha alto com um futuro de prosperidade sem perder sua essência.

“Me imagino dentro de uma cozinha industrial, com funcionários, eu nutricionista, já formada, clinicando meus pacientes e eles fechando um pacote comigo das marmitas saudáveis, porque nada melhor do que você se alimentar das mãos de quem está passando sua dieta”, falou Priscila Mascarenhas.

Priscila está estudando Nutrição para se capacitar ainda mais na gestão da marmitaria
Priscila está estudando Nutrição para se capacitar ainda mais na gestão da marmitaria | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Com muito suor, a empreendedora conseguiu tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), pagar a própria faculdade e ter equipamentos potentes de refrigeração. Ela olha para a trajetória com muito orgulho.

“Eu nunca achei nada fácil, sempre foi com muita luta, muita força e muita garra. Eu sempre vou atrás do que eu quero! Foi e é muito sofrido o processo. E hoje eu estou no lugar exatamente que eu queria estar quando eu orava a Deus lá há seis anos atrás, porque eu consigo dar conta e botar para frente as minhas coisas”, disse emocionada.

A profissão viral: personal chef

Conforme a 4ª edição da pesquisa Desafios e Oportunidades do Empreendedorismo Feminino na Bahia, que foi divulgada pelo Sebrae Bahia em 2025, cerca de 700 mil mulheres comandam empreendimentos no estado, número que representa um terço do total brasileiro. Entre essas protagonistas do próprio negócio está Elaine de Jesus, uma personal chef que encontrou uma maneira de inovar na profissão e vem conquistando espaço de destaque em Salvador.

Elaine de Jesus, de 26 anos, é personal chef
Elaine de Jesus, de 26 anos, é personal chef | Foto: Shirley Stolze/Ag. A TARDE

Com apenas 26 anos de idade, Elaine de Jesus enxergou uma lacuna nas mesas, ou melhor, nos freezers das casas da capital baiana e transformou o antigo hábito de congelar alimentos em uma experiência gastronômica personalizada. Ela oferece o serviço de cozinhar diretamente na casa dos clientes e, em seguida, armazena os pratos, dignos de restaurantes, no congelador, otimizando tempo e simplificando a rotina de muita gente. Há pacotes com 35, 50 e 65 marmitas.

“O congelamento de alimentos sempre esteve presente, principalmente entre mães de família. Com as redes sociais e a globalização, surgiu o termo personal chef. Eu trouxe essa ideia de personalizar refeições, mas a dificuldade inicial foi fazer com que as pessoas se familiarizassem com o nome e me permitissem entrar na rotina delas”, declarou.

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Ela se preparou para iniciar os atendimentos, mas foi difícil conquistar a confiança das pessoas: “Desde o início eu padronizei muito o meu atendimento. Eu já comecei com portfólio, já tinha a identidade visual e a farda, tudo isso antes de começar o Instagram. E depois que eu comecei demorou três meses para conseguir cliente. Não foi tão simples quanto parece”.

A virada de chave aconteceu quando uma amiga sugeriu que ela gravasse vídeos para o TikTok. Na época, a personal chef teve um pouco de resistência ao imaginar que além de dar conta da cozinha, do Instagram e do WhatsApp, teria que produzir conteúdos para mais uma rede social, porém, foi aí que tudo mudou.

“Aliado com essa ideia que minha amiga me deu, veio uma outra cliente que se chama Kate. Ela já trabalha com rede social e além da profissão dela, ela gosta muito de postar e me ajudou fazendo um vídeo. Esse vídeo que ela produziu comigo teve um alcance de quase 1 milhão de visualizações, com esse vídeo eu fiz agenda por dois meses”, revelou.

É por esse e muitos outros motivos que a jovem moradora do bairro de Itapuã acorda sempre um pouco mais cedo para começar o dia agradecendo. Segundo ela, até a ideia de abrir o empreendimento foi dada por Deus: “Eu acho que não foi de mim, foi Deus que botou o desejo no meu coração, foi uma inspiração divina”.

Uma trajetória de muito esforço e dedicação

A personal chef trabalha com alimentos desde os 15 anos de idade. Ela começou como jovem aprendiz em uma padaria e, mesmo sendo contratada para fazer o atendimento dos clientes, era curiosa e interessada em aprender mais sobre as receitas do estabelecimento.

“Eu era atendente, mas por ser muito curiosa, comecei a entrar no fundo da cozinha. Aprendi a fazer empada e levei para a escola. Os colegas gostaram tanto que passei a vender salgados e transformei isso em um pequeno empreendimento”, relembrou.

A jovem de Itapuã sempre gostou de empreender
A jovem de Itapuã sempre gostou de empreender | Foto: Sirley Stolze/Ag. A TARDE

Desde a primeira assinatura na carteira de trabalho, aos 18 anos, Elaine de Jesus acumulou experiências em diferentes estabelecimentos de Salvador, passando por cafeterias e restaurantes de bairros como Rio Vermelho, Piatã e Pituba. Ela também se aventurou com a própria confeitaria, a Viva Las Delícias, onde produzia bolos, doces e salgados.

Apesar do negócio ter dado certo, ela percebeu que precisava se especializar e encontrar um nicho para se destacar em meio a tantas opções já existentes na capital baiana. “As pessoas gostavam dos produtos, mas era mais do mesmo, porque existe muita confeitaria boa em Salvador. Quando a gente se encaixa em um nicho e não foca em um único produto, que era o meu caso, não engajava de fato como eu queria que fosse, vira estatística. Foi isso que aconteceu comigo. Eu queria engajamento, queria credibilidade, e entendi que precisava direcionar meu trabalho para algo que fosse realmente meu diferencial”, afirmou.

Mulher que levanta outras mulheres

Atualmente, Elaine de Jesus já consegue viver totalmente do trabalho como personal chef e ainda gera emprego para outras duas pessoas: a mãe e a cunhada. Enquanto dona Angélica Maria atua como auxiliar de cozinha nas encomendas com mais marmitas, a cunhada, Carol, cuida do atendimento dos clientes e do chat nas redes sociais.

Elaine saiu do regime CLT, onde ganhava R$ 1.700, para atender cerca de 20 casas por mês e ter mais qualidade de vida, uma remuneração muito maior, programar a própria agenda e, acima de tudo, estender a mão para levantar as mulheres que estavam com ela quando tudo era apenas um sonho.

Filha da dona Angélica Maria, de 56 anos, Elaine herdou da mãe a persistência, já que ela criou a empreendedora e o outro filho vendendo pastel e churrasco em barraca de rua e sempre apoiou os estudos dos dois. Hoje ela colhe os primeiros frutos dessa longa semeadura e vê a filha alçar altos voos.

“Eu sinto muito orgulho. Eu tenho minha filha, tenho o meu filho e sou muito orgulhosa dos dois e minha nora agora que está trabalhando com a gente”, falou.

Dona Angélica Maria, de 56 anos, é mãe de Elaine
Dona Angélica Maria, de 56 anos, é mãe de Elaine | Foto: Sirley Stolze/Ag. A TARDE

Até o primeiro passo para a formalização do serviço de Elaine de Jesus foi incentivado por dona Angélica, que juntou as economias com as da jovem para que ela pudesse fazer um curso profissionalizante no Senac.

“Na época custava R$ 800, minha mãe me ajudou a pagar. Eu fiz o curso por 3 meses, me desenvolvi muito lá, tanto que eu ainda tenho contato com os professores e no curso eu já fui me destacando dos demais colegas pelo interesse de fato em seguir a carreira gastronômica”, disse Elaine.

Quem prova realmente aprova

Para a professora Rebeca Fraguas, de 26 anos, contratar Elaine de Jesus como personal chef foi a melhor solução para ter comida de qualidade, feita com segurança alimentar e na praticidade do preparo dentro de casa. Tudo isso ajuda na rotina e deixa a vida mais leve. Ela e o companheiro são clientes fiéis.

“A gente já estava querendo por falta de tempo e porque eu não tenho habilidades culinárias nenhuma [risos]! Através do TikTok, a minha sogra enviou um vídeo e ficamos interessados. Fizemos o teste e a gente amou, porque é bem mais prático”, declarou Rebeca.

Rebeca Fraguas e o companheiro são clientes fieis de Elaine
Rebeca Fraguas e o companheiro são clientes fieis de Elaine | Foto: Shirley Stolze/Ag. A TARDE

A professora confessou que tinha medo do sabor da comida ser alterado devido ao congelamento, mas quando conheceu o trabalho da Elaine perdeu todo o receio. Ela costuma pegar o pacote com 35 marmitas e nenhuma delas estava sem o sabor prometido pela jovem.

Quando o casal coloca na ponta do lápis, é muito mais vantajoso fechar o contrato do que optar por comida de delivery ou ida a restaurantes: “Vale mais a pena porque além da praticidade, a gente compra as coisas certinhas, ela manda o cardápio que a gente tem que comprar e muitas coisas também ficam para o próximo mês, a gente já aproveita”.

Qualquer um pode cozinhar

Mesmo carregando o sentimento de ter um dom para a cozinha, a herança culinária ganhada da mãe e toda a experiência adquirida ao longo de muito trabalho, Elaine de Jesus acredita que qualquer um pode cozinhar, especialmente mulheres que querem alcançar independência financeira e tomar as rédeas da própria história.

“Eu já tenho bastante gente que conhece o meu trabalho e pergunta o que fazer. Eu sempre digo: ‘Começar por um curso do Senac’. Porque faculdade, para quem tá começando com esse serviço, que são pessoas, são mulheres donas de casa, pode ser difícil”, explicou ela.

Para Elaine, qualquer pessoa é capaz de cozinhar
Para Elaine, qualquer pessoa é capaz de cozinhar | Foto: Shirley Stolze/Ag. A TARDE
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Eu sou uma exceção, mas a maioria são mulheres donas de casa que já sabem cozinhar, mas que querem uma renda extra o quanto antes

Ela defende o empreendedorismo que surge de maneira natural: “Apesar de não ter faculdade de gastronomia, eu sei do conhecimento que eu tenho, da bagagem que eu tenho, por já ter trabalhado em restaurante, já por ter tido o meu próprio empreendimento, por ter um conhecimento que acho que nasce com a gente, um dom mesmo”.

Outro ponto que Elaine quer passar para o público é a importância da formalização. Ainda que ela seja uma microempreendedora individual, não há a mínima possibilidade de abrir mão de tudo o que a regularidade pode proporcionar.

“Formalizei por conta da aposentadoria, para ter a segurança que o Governo, independente de qualquer situação, nos dá se houver alguma doença, alguma coisa. Eu fui para a formalidade também porque trabalho em diversos lugares e em cozinha pode acontecer qualquer tipo de adversidades, mas também pensando em parcerias com empresa e me respaldar como pessoa”, justificou.

Visão de futuro

O objetivo da personal chef baiana agora é poder compartilhar tudo o que sabe para que mais pessoas consigam viver do próprio negócio. Além de dar dicas na internet, Elaine planeja montar um curso completo.

“Sempre quis ensinar, mas por achar que eu não era capacitada o suficiente, eu achava que não podia fazer isso. Mas hoje em dia, com as redes sociais, as pessoas querem conhecimento a todo custo, querem uma coisa prática. Estou com muita vontade de ter o curso, esse ano ainda vou deixar tudo estruturado também para não perder o feeling das pessoas pedindo”, pontuou.

Elaine sonha alto em expandir os negócios como personal chef
Elaine sonha alto em expandir os negócios como personal chef | Foto: Shirley Stolze/Ag. A TARDE

Apaixonada por andar de bicicleta, conhecer “cafeterias superfaturadas” e jogar beach tennis – o esporte que a uniu ainda mais com o noivo, a jovem de apenas 26 anos quer um futuro de prosperidade onde consiga conciliar a responsabilidade de passar por casas e preparar refeições que alimentarão dezenas de famílias com a leveza de trabalhar para si mesma e alcançar a liberdade financeira que tanto almeja.

“Agora eu consigo fazer as coisas que eu sempre quis, eu consigo me expressar, eu consigo botar as minhas ideias em prática. No CLT, eu era muito engessada, muito limitada em questão de ideias, limitada em questão de salário”, concluiu.

Seu próximo passo é subir ao altar e trocar as alianças com o grande amor da vida dela. Até o momento, devido a compra da casa própria, a celebração será intimista e na igreja, mas Elaine aceita parcerias caso fornecedores queiram contribuir para que o casal tenha uma festa.

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