
O que seria um momento de lazer acabou em tragédia. O empresário Carlos Antônio Batista Santos, de 41 anos, morreu após bater o jet ski que pilotava em um barco de pesca no fim da tarde deste domingo (7), na praia da Ribeira, em Salvador. A mulher que estava com ele na moto aquática sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves.
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Mas quem era o empresário? Conhecido como 'Cacau', Carlos Antônio era dono da Bahia Escunas, empresa sediada no bairro do Comércio, e administrava cinco embarcações destinadas a passeios turísticos pela Baía de Todos-os-Santos. Ele deixa uma filha.
“Um cara decente, um cara bom de tudo, de coração. Era novo, 40 anos, começando a vida. Ele ia botar agora outro barco no mar. Um empresário bem-sucedido, bem relacionado. Eu me considerava até sócio dele, porque todos os meus turistas iam para a escuna dele. Oito anos de amizade e de negócio. Meu amigo, meu irmã", relata Moisés Cafezeiro, presidente da Câmara de Turismo da Baía de Todos-os-Santos (CTBTS), ao MASSA!.

À nossa reportagem, a Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) traçou um panorama atualizado sobre o cenário da navegação de motos aquáticas no estado, modalidade do tipo utilizada pelo empresário envolvido no acidente. De acordo com os dados, há atualmente 3.943 motos aquáticas inscritas na área de jurisdição da CPBA e 17.993 pessoas habilitadas para conduzir esse tipo de embarcação.
Somente em 2025, a Capitania já apreendeu 76 motos aquáticas e abordou 16.454 embarcações, das quais cerca de 845 eram motos aquáticas. A área de atuação da CPBA é extensa, abrangendo aproximadamente 1.183 km de litoral, além da Baía de Todos-os-Santos e da Baía de Camamu, duas das maiores baías do mundo.
Marinha cola no caso
Por meio da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA), a Marinha do Brasil informou ao Portal MASSA! que já instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas e circunstâncias do acidente envolvendo a moto aquática na praia da Ribeira.

Segundo o órgão, tanto o condutor quanto a embarcação estavam em situação regular no momento do fato. O empresário possuía habilitação de motonauta e a moto aquática era devidamente registrada pela Capitania.
Ainda de acordo com a Marinha do Brasil, o inquérito seguirá as diretrizes estabelecidas pela NORMAM-302, normas que regem os procedimentos administrativos para apuração de acidentes e fatos da navegação. Serão colhidas provas testemunhais, periciais e documentais, com o objetivo de identificar a causa determinante e eventuais responsáveis pelo ocorrido.
