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Tradição de trabalho - 02/07/2026, 08:24 - Jair Mendonça/portal A Tarde

Cafézinho e fé: ambulante mantém tradição de 40 anos no 2 de julho

Zenaide Souza reforça a renda da família durante uma das maiores festas cívicas da Bahia

Zenaide Souza dos Santos participa das festas populares trabalhando com a venda de alimentos.
Zenaide Souza dos Santos participa das festas populares trabalhando com a venda de alimentos. |  Foto: Jair Mendonça/Ag. A TARDE

A movimentação no bairro da Liberdade, em Salvador, começou cedo nesta quinta-feira (2), antes mesmo da passagem do cortejo da Independência da Bahia. Entre os trabalhadores que ocupavam as ruas desde as primeiras horas da manhã estava Zenaide Souza dos Santos, de 56 anos, que há quatro décadas faz das festas populares uma fonte de renda e uma tradição de vida.

Moradora da região do Rio Sena, ela conta que participa das principais celebrações do estado trabalhando com a venda de alimentos. Enquanto preparava café e pastéis para quem acompanhava o desfile, relembrou a longa trajetória.

"Em nome do Senhor, são 40 anos já nessa. Todas as festas eu estou aqui trabalhando", relata a comerciante.

Zenaide trabalha há 40 anos nos festejos
Zenaide trabalha há 40 anos nos festejos | Foto: Jair Mendonça/Ag. A TARDE

Para garantir um bom lugar e deixar tudo pronto, Zenaide chegou à Liberdade ainda na noite anterior. Segundo ela, esteve no local desde as 21h de quarta-feira (1º), organizando a estrutura para atender o público logo nas primeiras horas da manhã, e esse é um ato que enxega com gratidão e celebração.

"É felicidade, né? Estar com saúde e ver as coisas boas da nossa terra, que é o Caboclo", diz. Recentemente, no dia 25 de junho, a baiana celebrou seu aniversário, renovando as energias para mais um ano de batalha.

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O trabalho árduo durante o desfile tem um objetivo claro: o sustento da família e a melhoria da sua pequena "biboquinha" em casa. "Estou juntando para comprar um freezer, eu creio que o Senhor vai me dar. Os filhos cada um botou uma pontinha e vou correndo atrás", relata com otimismo.

A história de Zenaide é o reflexo de milhares de trabalhadores que, como ela, fazem a engrenagem do 2 de Julho girar, unindo fé, sobrevivência e o orgulho de ser baiano.

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