
O corpo de Juliana Mattos de Lima Santiago, 41 anos, foi liberado pelo IML de Porto Velho e transferido para Salvador na tarde deste sábado (7). A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil foi assassinada a facadas, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), na noite de sexta (6).
A família confirmou que o sepultamento será realizado na capital baiana, onde Juliana cresceu, mas horário e local ainda não foram divulgados. Em Porto Velho, uma missa de homenagem aconteceu na Catedral Sagrado Coração de Jesus.
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O que aconteceu
Segundo o boletim de ocorrência, o ataque foi cometido por João Cândido da Costa Junior, 24 anos, aluno da instituição. O crime ocorreu após o término das aulas, quando ele e a professora estavam sozinhos na sala. O estudante afirmou ter tido um “acesso de raiva”.
Ele também declarou que a faca usada no crime havia sido entregue a ele pela própria professora dias antes, dentro de uma vasilha com doces. O objeto foi apreendido pela polícia.
Após a agressão, João tentou fugir, mas foi contido por um aluno que é policial militar, que ouviu gritos e conseguiu imobilizar o agressor até a chegada das viaturas.

Juliana sofreu perfurações no tórax e no braço. Ela foi levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigação
A Polícia Civil de Rondônia investiga o caso como feminicídio. Celulares foram apreendidos, e testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer se havia algum tipo de relação ou motivação além do que o suspeito relatou.
