
Música ao ar livre, uma vista direta para o mar e uma energia sem igual. Neste domingo (20), a banda MUDEIdeNOME vai realizar a 5ª edição da Volta do Parque, evento que leva um repertório digno de Carnaval para a orla da Boca do Rio. Aberta ao público, a festa começa a partir das 11h e integra parte da programação do Festival da Primavera. A concentração acontece atrás do Centro de Convenções e o percurso se estende até o Parque dos Ventos.
Formado por Ricardo Chaves, Jonga Cunha, Ramon Cruz e Magary Lord, o grupo realiza o cortejo há cinco anos na capital baiana. As expectativas para o evento sempre são elevadas e o desejo dos integrantes é sempre conduzir um momento inesquecível.
“Nossos encontros são sempre muito intensos, até porque somos um projeto que nasceu para Salvador. Nós não temos pretensão de outras praças, vamos dizer assim. É realmente um envolvimento para reconectar o público com a memória afetiva musical do movimento do qual fazemos parte”, explicou Ricardo Chaves, um dos vocalistas da MUDEIdeNOME.
Leia Também:
A seleção de músicas carrega a mesma energia da folia momesca. O repertório é uma forma de revisitar o Carnaval e relembrar a história de cada membro da banda. “Em todo projeto que a gente faz, a coisa mais fácil que tem é o repertório, porque é a nossa história. Eu tenho 45 anos que faço Carnaval, então todos os sucessos do axé eu já interpretei. Magary é um compositor e cantor de vários sucessos também e que desde cedo está na ativa. A gente acaba revisitando a nossa história, então é muito fácil para a gente”, contou.
Cenário à beira-mar
Ao longo de sua história, o grupo ficou conhecido pela Volta no Dique, evento realizado normalmente durante o aniversário de Salvador. Um dos diferenciais da experiência na Boca do Rio é o cenário de frente para o mar. “Eu acredito muito em energia e a energia do mar tem uma coisa diferente. As pessoas entendem que há uma diferença quando a gente recebe a maresia, lava a alma, é bacana”, detalhou Ricardo.

Além dos músicos com uma longa experiência, outro protagonista da festa é o próprio palco. Apresentado ao público em 2015, o pranchão se tornou uma marca registrada do grupo. A plataforma móvel possibilitou uma maior interação com o público, tornando cada apresentação em algo ainda mais especial.
“Nosso objetivo quando criamos o pranchão era exatamente esse, para nos dar essa liberdade e essa proximidade com o público. Por isso que a cada ano a gente se desafia para novos espaços. Eu falo em nome de todos nós que a gente fica muito feliz quando vemos outros artistas adotando esse tipo de equipamento”, afirmou.
O show de domingo não será o único presente ao público de Salvador este ano. Ricardo garante que toda a equipe já está preparando algo especial para a reta final de 2026. “Estamos pensando em alguma coisa ainda para novembro ou dezembro deste ano, vamos presentear o público soteropolitano com alguma coisa”, disse.

