27º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Cidades

Natureza - 16/03/2026, 21:30 - Da Redação

Filhote de harpia nasce em área preservada de Mata Atlântica na Bahia

O Corredor Central é o único local com filhote da ave em todo o bioma

Nascimento de harpia
Nascimento de harpia |  Foto: Divulgação

O nascimento de um filhote de harpia foi registrado recentemente na área da Estação Veracel, no sul da Bahia. A ave é uma das maiores de rapina do mundo e símbolo das florestas tropicais. O registro é considerado importante para a conservação da espécie no Corredor Central da Mata Atlântica, onde atualmente está o único ninho conhecido com filhote, em 2026, em todo o bioma.

A proteção da espécie na Mata Atlântica brasileira começou em 2005, quando foi identificado na Estação Veracel o primeiro ninho de harpia conhecido em todo o bioma. Desde então, a empresa mantém parceria com o Projeto Harpia para realizar o monitoramento científico e ações de preservação.

Para o coordenador do Projeto Harpia Mata Atlântica, Aureo Banhos, o registro também tem grande valor científico. “A harpia é extremamente exigente em relação à qualidade do habitat. Ter um filhote ativo no Corredor Central da Mata Atlântica é algo extraordinário, pois mostra que ainda existem áreas de floresta com condições ecológicas capazes de sustentar uma espécie tão sensível e rara”, disse.

Leia Também:

Todo cuidado é pouco

Em 2018, outros dois ninhos foram encontrados na área da Estação, ambos com filhotes. Nos anos seguintes, embora as harpias costumem voltar aos mesmos ninhos para se reproduzir, os casais apenas reformavam as estruturas e não conseguiam gerar novos filhotes.

A situação mudou em dezembro do ano passado, quando a fêmea colocou dois ovos em um dos ninhos. A incubação dura cerca de dois meses, e um deles eclodiu recentemente. A estimativa é que o filhote tenha nascido há cerca de duas semanas. Para evitar interferência, o Projeto Harpia Mata Atlântica acompanha o ninho à distância, usando drones para registrar o desenvolvimento do animal.

Próximos passos

O ninho continuará sendo monitorado de forma cuidadosa. A expectativa é que, quando o filhote completar três meses de idade, ele passe a ser acompanhado mais de perto por meio de uma câmera instalada no ninho. Já a partir dos seis meses, existe a possibilidade de utilizar tecnologia de rastreamento por GPS.

Em agosto do ano passado, outro filhote de harpia, com cerca de dois anos, recebeu um transmissor movido a energia solar para ser monitorado pelos pesquisadores. A iniciativa ajuda a entender como a ave se desloca, além de revelar os desafios que enfrenta em áreas de floresta fragmentada.

exclamção leia também