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Saúde -

Médicos lançam cartilha sobre saúde ocular das crianças

Especialistas orientam pais sobre os cuidados com a saúde dos olhos da garotada

Silvânia Nascimento
Silvânia Nascimento
Prejuízos causados pelo uso excessivo das telas também são apresentados na cartilha
Prejuízos causados pelo uso excessivo das telas também são apresentados na cartilha |  Foto: Ilustrativa / Freepik

Com a finalidade de orientar pais e professores, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) elaboraram e lançaram a cartilha 'Saúde Ocular na Infância'. Na prática, o documento digital aborda orientações práticas e seguras para cuidar da visão das crianças e adolescentes.

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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser prevenidos ou tratados com o diagnóstico precoce. As doenças mais comuns na infância são miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Presidente da SBOP, Júlia Rosseto
Presidente da SBOP, Júlia Rosseto | Foto: Divulgação

Em entrevista ao MASSA!, a médica e presidente da SBOP, Júlia Rosseto, apresentou mais detalhes acerca do objetivo da cartilha.

"A ideia é a gente fazer esse alerta sobre as principais alterações visuais na criança. Se a gente saber reconhecer e tratar no momento certo 80% delas não vão ter baixa visual permanente. Então essa é uma das principais razões. E a outra grande razão é que, muitas vezes, as crianças se adaptam às dificuldades e nem sempre manifestam a queixa. Então, a gente precisa estar de olho nos sinais, mas também precisa estar de olho na saúde ocular para que consiga dar a melhor visão possível para todas as crianças", pontuou.

Casos de cegueira infantil podem ser prevenidos com diagnóstico precoce
Casos de cegueira infantil podem ser prevenidos com diagnóstico precoce | Foto: Ilustrativa / Freepik

Ainda de acordo com a médica, a cartilha possui seis seções que abordam desde o desenvolvimento visual do bebê e da criança até orientações sobre exames oftalmológicos.

“O bebê pode ter várias alterações. Desde as de muito sérias, que a gente percebe principalmente na alteração do reflexo vermelho, que podem implicar em risco de baixa visão, além de ter outras alterações congênitas, como catarata e glaucoma, que também podem alterar esse reflexo. O mais comum do bebê é ter o canal lacrimal obstruído, isso causa lacrimejamento persistente. Geralmente, isso resolve até o primeiro ano de vida. Pode ter, também, as conjuntivites bacterianas, principalmente nos primeiros dias de vida, e as virais”.

Uso das telas em excesso

Os prejuízos causados pelo uso excessivo das telas também são apresentados na cartilha - disponível nos sites do CBO e da SBOP. Os dois órgãos orientam que, para evitar o cansaço ocular e problemas a longo prazo, é importante evitar exposição a telas antes dos 2 anos de idade e limitar o uso para até 3 horas diárias na adolescência.

"A regra 20-20-20, a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a 6 metros de distância por 20 segundos, é uma prática recomendada para aliviar o esforço visual. Além disso, atividades ao ar livre, com exposição solar indireta, ajudam no desenvolvimento saudável da visão”, diz um trecho do documento.

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