
O salário mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º). O novo valor foi oficializado por decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União e representa um aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518.
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O reajuste afeta diretamente trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais vinculados ao salário mínimo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego. Os pagamentos já com o novo valor começam a ser feitos a partir de fevereiro.
De acordo com o Dieese, o salário mínimo serve como referência para 59,9 milhões de brasileiros. O reajuste influencia o rendimento médio da população e o poder de compra, especialmente das famílias de baixa renda, que dependem diretamente do valor para cobrir despesas básicas.
Como foi calculado
O novo piso é resultado da combinação de dois fatores:
💰Inflação medida pelo INPC, que acumulou 4,18% em 12 meses até novembro
💰Ganho real de 2,5%, limitado pelo arcabouço fiscal
Sem a política de valorização real, o salário mínimo teria sido reajustado apenas pela inflação e chegaria a cerca de R$ 1.582. Com a regra atual, o valor final ficou em R$ 1.621.
O aumento do salário mínimo também pesa no orçamento do governo federal. Cada R$ 1 de reajuste gera um acréscimo aproximado de R$ 420 milhões nas despesas obrigatórias.
Com a elevação de R$ 103, a estimativa é de um impacto de cerca de R$ 43,2 bilhões em gastos com previdência, seguro-desemprego e abono salarial ao longo de 2026.
