
Ícone nacional que atravessou gerações, Sidney Magal escolheu Salvador para iniciar o ciclo de comemorações pelos seus 60 anos de carreira e fazer um registro audiovisual ao vivo desse momento histórico.
No dia 18 de julho, às 19h, na Concha Acústica do TCA, um dos palcos mais emblemáticos do país, o espetáculo “Baile do Magal” celebra a trajetória desse artista teatral, latino, intenso e performático, que construiu uma história única na música popular brasileira.
E ele não estará só. Nomes como Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Sandra de Sá e Gilmelândia estão confirmados para aquele feat de milhões.
Show dos mais celebrados da música brasileira, o “Baile do Magal” homenageia as seis décadas de sucessos do cantor e a opção por Salvador não foi casual. Magal mora na cidade desde 1997, sua esposa é baiana, e a relação do artista com a Bahia atravessa décadas de história e afeto. Voltar à Concha Acústica para celebrar este marco é, para ele, um reencontro com a cidade que escolheu como lar.
“Salvador é minha casa. Não há lugar mais justo para celebrar 60 anos do que aqui, neste palco, com este público”, afirma o artista que, ao misturar disco music, romantismo e música cigana, conquistou um público fiel atraído pela sua irreverência, deboche carinhoso e liberdade estética que representa.
Além de grandes sucessos como “Sandra Rosa Madalena”, “Meu Sangue Ferve por Você”, “Me Chama Que Eu Vou”, o Baile do Magal apresenta um repertório exclusivo de grandes sucessos nacionais e internacionais para fazer todo mundo dançar. O clima festivo é mais que esperado quando se celebra a trajetória de um artista que transformou movimento, figurino, gestos e emoções em marca registrada.
A trajetória artística de Sidney Magal começou nos anos 60, quando, muito jovem, participou de programas de rádio e televisão, em experiências como calouro, iniciando uma formação musical que passou pelo canto lírico e pela música erudita. Antes de se tornar um fenômeno popular, Magal construiu uma base artística ampla, marcada por disciplina, figurinos exuberantes e uma relação precoce com os palcos e os microfones.
Sua canção de maior sucesso, “Sandra Rosa Madalena (A Cigana)”, foi incansavelmente executada em programas como de Silvio Santos e Chacrinha entre o final dos anos 70 e início dos anos 80. Um dos pontos altos de sua popularidade foi no início dos anos 90, com a efêmera explosão da lambada, quando se tornou um dos maiores ícones desta época, explodindo com a música “Me Chama Que Eu Vou”, que foi inclusive tema de novela Rainha da Sucata da Rede Globo.
Unindo música latina, romantismo, dança, teatralidade e uma presença de palco absolutamente singular, Magal também trabalhou no cinema, estrelando o filme Amante Latino, em que interpretava a si próprio. Ao longo das décadas seguintes, Magal seguiu renovando sua relação com o público, atravessando gerações sem perder a essência que o tornou um dos artistas mais carismáticos do Brasil, sempre presente no imaginário afetivo, popular e festivo do país.
