
O acidente de trânsito envolvendo o zagueiro argentino Ramos Mingo, que está de saída do Bahia, terminou em uma cobrança feita pela família dona de um dos veículos atingidos.
A acusação é de que o jogador teria concordado em assumir os prejuízos de um Chevrolet Tracker RS, mas não teria cumprido posteriormente o que foi combinado.
A batida aconteceu na noite da última terça-feira (8), na Ladeira do Baluarte, em Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Segundo o relato divulgado pela família, uma Mercedes-Benz preta perdeu o controle, atingiu o Tracker e acabou batendo em uma parede.
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Ramos Mingo estava dentro da Mercedes no momento da colisão, mas, segundo o relato, não era ele quem dirigia. O carro era conduzido por um amigo do jogador.
Carro tinha sido comprado recentemente
Olívia, que afirma ser filha da proprietária do veículo, contou nas redes sociais que o automóvel havia sido adquirido cerca de um mês antes do acidente. O veículo, segundo ela, é financiado e também serve como instrumento de trabalho do namorado, que atua como motorista de aplicativo.
A família afirma que o carro custou aproximadamente R$ 200 mil e que, além dos danos provocados pela batida, existe a preocupação com uma possível desvalorização após o reparo.
"Esse veículo foi comprado há exatos um mês, financiado e está sendo custeado através de trabalho com aplicativo de corridas pelo meu namorado. Financiamos com muito esforço um veículo de R$ 200 mil e ele é sinistrado. Sabemos que seu valor de mercado reduz, bem como o reparo não garante a qualidade de fábrica e tudo isso foi levantado no dia em questão", relatou Olívia.
Segundo a denunciante, a situação foi discutida entre os envolvidos logo após a colisão. Ela afirma que, naquele momento, Ramos Mingo teria aceitado ressarcir integralmente os prejuízos relacionados ao veículo.

Entenda a cobrança da família
Ainda conforme o relato de Olívia, o acordo teria sido discutido considerando não apenas o conserto do Tracker, mas também a perda de valor do automóvel. A família afirma que o jogador teria dito ter condições financeiras para assumir os custos.
A denunciante também acusa pessoas que estavam com o atleta de terem pressionado os familiares durante a conversa. Entre os presentes, segundo ela, estavam amigos do jogador e duas mulheres que teriam se apresentado como conhecidas dele.
Olívia afirma ainda que um representante do Bahia compareceu ao local após o acidente e teria participado das tratativas.
"Ele, seus amigos presentes e duas mulheres que se apresentaram como amigas começaram a nos coagir, além do representante do Esporte Clube Bahia que foi até o local, garantindo que não seria um problema a restituição integral diante do capital financeiro do proprietário e causador do acidente, Ramos Mingo", declarou.
O que aconteceu após a batida
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram Ramos Mingo próximo à Mercedes-Benz depois da colisão. O argentino aparece ao lado do motorista do veículo.
De acordo com a versão apresentada pela família, houve uma tentativa de resolver a situação no próprio local e, inicialmente, os envolvidos teriam chegado a um entendimento sobre os danos. A ocorrência não teria sido levada a uma delegacia naquele momento.
Dias depois, porém, a família passou a contestar o cumprimento do combinado e afirma que o ressarcimento integral prometido não teria sido realizado.
Atleta repudia acusações
Diante das acusações, a equipe jurídica de Santiago Ramos Mingo afirmou que o jogador repudia qualquer tentativa de atingir sua honra, imagem ou reputação profissional e pessoal com informações que, segundo a defesa, não correspondem aos fatos.
De acordo com os advogados, desde o início do caso houve disposição para reparar os danos causados ao veículo da pessoa que se identificou como proprietária. A defesa afirma que o atleta acionou o seguro imediatamente, disponibilizou um carro reserva e também se colocou à disposição para discutir possíveis lucros cessantes, desde que devidamente comprovados.
"O atleta acionou o seguro de forma imediata, disponibilizou carro reserva e se dispôs a discutir eventuais lucros cessantes comprovados. Buscou, ainda, por meio de seus advogados, uma solução consensual com o representante legal da outra parte, o que não foi possível diante da desproporcionalidade das pretensões apresentadas", diz trecho da nota.
A defesa ressaltou que o jogador continua disposto a reparar os danos efetivamente causados, mas não pretende atender a exigências que, segundo os advogados, ultrapassem os limites previstos em lei.
A equipe jurídica também informou que pretende adotar medidas nas esferas cível e criminal em razão das publicações que, na avaliação da defesa, atingem indevidamente a honra e a imagem do atleta.

