
O empate em 1 a 1 entre Bahia e Grêmio, na Arena Fonte Nova, foi marcado por vaias e protestos da torcida do Esquadrão, que perdeu a paciência após a sequência de sete jogos seguidos sem vencer na temporada, além das eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores. Neste domingo (17), após o jogo, Rogério Ceni foi questionado sobre a pressão e a possibilidade de deixar o cargo de treinador do Tricolor.
Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil
disparou Ceni
"O mais importante é que eu gosto do que eu faço. Com todo respeito, eu quero poder trabalhar e desenvolver o que eu gosto. Gostaria que o torcedor voltasse, apoiasse. Não é agradável. Eu sei como é. É sempre mais difícil trabalhar com vaia. Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para a gente repetir o sonho que tivemos. A gente tem que tentar provar valor, trabalho. Não levo para o pessoal. A vida do treinador é essa", desabafou o técnico do Tricolor.
Leia Também:
Em outro momento, o comandante do Bahia também respondeu sobre ter atingido o limite do seu trabalho à frente do clube. Segundo Ceni, o desempenho da equipe diante do Grêmio foi satisfatório. Mesmo com a avaliação positiva do treinador, o time baiano voltou a desperdiçar chances claras e ficou no empate dentro de casa.
"Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante. Eu trabalho muito todos os dias. Eu dou treino, assisto ao treino, assisto o adversário, apresento as correções. Se o teto é você ter todas as possibilidades e a bola não entrar, por ter mais quatro ou cinco oportunidades, é um teto", respondeu.
O próximo jogo do Bahia será no dia 25, uma segunda-feira, contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira.
