
Os zagueiros Cacá e Luan Cândido, o presidente Fábio Mota, todos do Vitória, e o meia Maurício, do Palmeiras, foram denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelos episódios registrados durante a partida entre as equipes, válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. A informação foi divulgada pelo UOL.
O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (4), às 10h, quando o tribunal analisará a conduta dos quatro denunciados.
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Entenda as denúncias contra os envolvidos

Cacá responderá com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis jogos. O defensor foi expulso após uma entrada dura em Arias.

Luan Cândido foi denunciado no artigo 243-F do CBJD, por suposta ofensa à honra relacionada ao esporte. O lateral acabou expulso após fazer um gesto de "roubo" enquanto o árbitro Alex Gomes Stéfano conversava com jogadores do Rubro-Negro. A infração prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além de suspensão de quatro a seis partidas.
Já o presidente Fábio Mota responderá por suposta conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, conforme o artigo 258 do CBJD. Em caso de condenação, a pena pode variar de 15 a 180 dias de suspensão.

Pelo lado do Palmeiras, Maurício também foi denunciado no artigo 254, que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis partidas.
Entenda o que motivou as denúncias
As denúncias são resultado dos acontecimentos que marcaram o confronto dos clubes na última quarta-feira (29), no Barradão. O Vitória contestou a decisão da arbitragem de aplicar apenas cartão amarelo a Maurício após uma cotovelada no rosto de Cacá. O zagueiro precisou levar cinco pontos no queixo, e o lance ocorreu antes das expulsões de Cacá e Luan Cândido.
Fábio Mota criticou a arbitragem após o jogo
Após a partida, Fábio Mota fez duras críticas à atuação da arbitragem e anunciou que o clube não concederia entrevista coletiva com o técnico Jair Ventura nem liberaria jogadores para a zona mista.
"Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo, não foi por acaso, não foi por ser intencional, que foi o que os jogadores relataram sobre o que o árbitro disse. Isso desequilibrou a partida, o Vitória era melhor. Houve um desequilíbrio após a não expulsão pela agressão", disse.
"Passamos isso pelo ano passado contra Flamengo, estamos acostumados. Não quero vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e tem de passar por isso. É lamentável. Nós, em protesto, não vamos fazer coletiva com o treinador e nem zona mista", acrescentou.

