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caso Richthofen - 06/04/2026, 11:28 - Atualizado em 06/04/2026, 11:45

Caso Suzane: acusada revela detalhes chocantes das mortes dos pais

“Tenho certeza que Deus me perdoou”, diz ela em documentário inédito

Da Redação
Da Redação
Após sucesso da série 'Tremembé', Suzane participa de documentário sobre o crime
Após sucesso da série 'Tremembé', Suzane participa de documentário sobre o crime |  Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Mais de 20 anos após o crime que chocou o Brasil, Suzane von Richthofen, atualmente com 42 anos, revisitou o assassinato dos próprios pais em um documentário ainda inédito. Condenada a 39 anos, pena que cumpre em regime aberto, ela apresentou sua versão para o caso que marcou o país.

Segundo a coluna True Crime, do jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, a produção teve apenas uma pré-estreia restrita na Netflix e ainda não tem data de lançamento. Em 2025, Suzane esteve entre as pessoas mais buscadas no Google no Brasil.

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Infância sem afeto e relatos de violência

Suzane descreveu a casa onde cresceu como um ambiente frio, regido por cobranças e quase nenhum carinho. “Eu vivia estudando. Tirava 9 e 10 em tudo. Não tinha demonstração de amor”, afirmou.

Sobre o pai, Manfred von Richthofen, ela garantiu que ele “era zero afeto”. A mãe, Marísia von Richthofen, no entanto, demonstrava carinho “de vez em quando”.

Ela também relatou ter presenciado violência entre os pais: “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede.”

Segundo ela, o diálogo era inexistente dentro de casa, inclusive sobre temas íntimos. O afastamento cresceu ao longo dos anos, fortalecendo apenas sua relação com o irmão, Andreas von Richthofen: “Era um refúgio nosso”.

Daniel Cravinhos entra na história

Suzane afirmou que o relacionamento com Daniel Cravinhos ocupou o vazio emocional deixado pela família e intensificou os conflitos. “Minha família não era família Doriana. Meus pais construíram um abismo entre nós", declarou.

Ela contou ainda que levava uma vida dupla para manter o namoro: “Eu dizia que ia pro karatê, mas ia pra casa do Daniel.”

De acordo com ela, Daniel a apresentou ao mundo que ela “queria viver”, enquanto a mãe criticava o relacionamento: “Ela dizia que ele ia me puxar pro fundo do poço”.

Daniel e Suzane durante namoro antes do crime
Daniel e Suzane durante namoro antes do crime | Foto: Reprodução/ Record TV

O plano e a noite do crime

Manfred e Marísia foram assassinados a pauladas em 31 de outubro de 2002. O crime foi planejado por Suzane e executado por Daniel e o irmão dele, Cristian Cravinhos. Ela tentou se afastar da fase de preparação, mas assumiiu responsabilidade: “Eu aceitei. A culpa é minha.”

Sobre a noite do assassinato, Suzane garantiu que não participou diretamente. “Fiquei no sofá, com a mão no ouvido pra não escutar nada. Eu sabia", apontou.

Suzane diz ainda que agiu como “um robô” e reconheceu que, quando percebeu o que havia acontecido, não havia mais retorno.

Contesta depoimentos e mostra a vida atual

Em um dos poucos momentos de confronto no documentário, a delegada Cíntia Tucunduva afirmou que Suzane foi vista em uma festa na casa da família após o crime, de biquíni e bebida na mão. Suzane negou:

“A casa estava com cheiro de sangue. Não tinha condição de fazer festa.”

Com título provisório “Suzane vai falar”, o filme já circula entre fãs de true crime, que publicam trechos nas redes. A produção também mostra a vida atual da condenada, incluindo o relacionamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, que conheceu Suzane ao encomendar sandálias customizadas para as filhas pelo Instagram.

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