
O show do cantor Natanzinho Lima na tradicional vaquejada de Formosa do Rio Preto virou alvo de polêmica antes mesmo de acontecer. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão da apresentação, marcada para o dia 28 de maio, durante a 40ª edição do evento.
O motivo seria o cachê do artista, que gira em torno de R$ 800 mil. Segundo o MP-BA, o valor está acima do considerado razoável em uma nota técnica construída junto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).
De acordo com o órgão, o valor pago ao cantor estaria cerca de 28% acima do limite recomendado, o que acende o alerta para gastos públicos. Nesses casos, é preciso uma justificativa bem detalhada, além de comprovar que o preço está compatível com o mercado.
Leia Também:
Diante disso, o MP pediu a suspensão imediata do contrato e orientou que a prefeitura não faça nenhum pagamento até que tudo seja esclarecido. Também foi solicitado o envio de documentos, como o processo de contratação sem licitação, pareceres técnicos e jurídicos, pesquisas de preço e justificativa da escolha do artista.
A prefeitura ainda vai ter que mostrar que as contas do município estão em dia e que a cidade não enfrenta nenhuma situação de emergência ou calamidade pública. Agora, Formosa do Rio Preto tem um prazo de 10 dias para decidir se acata ou não a recomendação.
