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DEU BOLO - 14/07/2026, 07:37 - Da Redação - Atualizado em 14/07/2026, 08:08

Como funcionava o esquema que derrubou secretário e vereador na Bahia

Justiça decretou o afastamento após investigação do Gaeco

Esquema envolve, segundo o Gaeco, licitações, contratos e distribuição de recursos
Esquema envolve, segundo o Gaeco, licitações, contratos e distribuição de recursos |  Foto: Ilustrativa/Divulgação/MP-BA

O secretário de Manutenção (Seman), Luciano Sandes, e o vereador George Carlos Reis Pereira, mais conhecido como Gordinho da Favela (PP), foram afastados de seus cargos pela Justiça durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A suspeita é de uma organização criminosa instalada dentro da estrutura da Prefeitura de Salvador para favorecer empresas em contratos públicos de engenharia.

A investigação do MP, da qual o MASSA! teve acesso, sustenta que o grupo atuava há anos principalmente na Seman e na antiga Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), utilizando empresas dos investigados para vencer licitações, executar contratos supostamente superfaturados e distribuir parte dos recursos obtidos no esquema.

Secretário da Seman, Luciano Sandes
Secretário da Seman, Luciano Sandes | Foto: Reprodução/Instagram ( @luciano_sandes)

Investigados

Além do secretário e do vereador, o MP cita um ex-presidente da Comissão Permanente de Licitações da Seman, um ex-subsecretário da Seman, ex-gerentes de Obras da Desal, um ex-diretor de Operações da Desal, uma ex-integrante da Comissão de Licitações da Desal, o diretor de Áreas Verdes da Seman, um subcoordenador da Sucop e empresários ligados às empresas investigadas.

O MP não cita o valor do lucro obtido pelo esquema, mas afirma que as empresas investigadas receberam mais de R$ 220 milhões da gestão municipal entre 2018 e 2025.

Vereador Gordinho da Favela
Vereador Gordinho da Favela | Foto: Divulgação

Divisão operacional

Segundo o MP, o esquema era dividido em três grandes núcleos: empresarial, operacional e um de agentes públicos. O núcleo empresarial seria composto por empresários apontados como responsáveis por controlar um grupo de empresas, registradas com nomes diferentes, mas que faziam parte de um único conglomerado.

O núcleo operacional, por sua vez, teria a função de participar das licitações, manter contato com servidores públicos e movimentar recursos utilizados para o pagamento de vantagens indevidas.

Ainda conforme a denúncia do MP, o núcleo de agentes públicos era composto por servidores e gestores, como posições consideradas estratégicas dentro da administração municipal. Eles seriam responsáveis por abrir os processos de contratação, fiscalizar contratos, aprovar obras e autorizar pagamentos.

Em nota, a Prefeitura afirmou que cumprirá a determinação judicial e que vai colaborar com as investigações conduzidas pelo MP. "A gestão municipal comunica, ainda, que irá abrir procedimento administrativo para avaliar se houve dano ao erário em relação aos fatos apurados", diz trecho do comunicado.

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