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Chegou a hora - 23/07/2026, 10:03

Ex-vereador senta no banco dos réus por morte de biomédica grávida

Familiares indicaram que casal vivia relação conturbada com proibições

O ex-vereador e a biomédica estavam juntos há pouco mais de um ano
O ex-vereador e a biomédica estavam juntos há pouco mais de um ano |  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O ex-vereador de Santo Estevão, George Passos de Santana, começa a ser julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (23), em Feira de Santana. Ele é acusado de matar a companheira, Jéssica Regina Macedo Carmo, dentro da casa onde o casal morava, na zona rural do município, em 5 de fevereiro de 2022.

A sessão ocorre no Fórum Desembargador Filinto Bastos e, de acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a expectativa é de que o julgamento se estenda por dois dias.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. O órgão sustenta que o acusado utilizou uma espingarda que mantinha ilegalmente e atirou contra a vítima pelas costas, impedindo qualquer possibilidade de defesa.

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Gravidez interrompida

Jéssica estava grávida de 9 meses no momento do crime, e o disparo provocou a interrupção da gestação. À época, em depoimento à polícia, o ex-vereador afirmou que discutiu com a companheira e que ela estava segurando a arma de fogo. Segundo a versão apresentada por ele, ao tentar retirar a espingarda das mãos da vítima, ocorreu um disparo acidental.

Ainda conforme o TJ-BA, a decisão sobre a condenação ou absolvição de George caberá ao Conselho de Sentença, composto por sete jurados escolhidos entre cidadãos. O julgamento será presidido pela juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri da Comarca de Feira de Santana.

Relação

George Passos era chefe de gabinete da Prefeitura de Santo Estevão. Jéssica era biomédica. Os dois mantinham um relacionamento havia pouco mais de um ano e, segundo familiares e amigos, a relação era marcada por constantes brigas.

A vítima também era mãe de uma menina, fruto de um relacionamento anterior. A criança morava com a avó materna porque, de acordo com parentes, o ex-vereador não permitia que Jéssica mantivesse contato com a filha.

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