
Uma semana após a morte de Nelcimar Nunes Santos, de 29 anos, parte da população da cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, planeja ir às ruas neste fim de semana para expressar a indignação sobre os casos de feminicídio que assombram o estado.
Conforme comunicado divulgado pelo Movimento Rio de Mulheres Vivas, nas redes sociais, o manifesto - como é descrito - ocorre no sábado (11), na Feira do Rio de Contas, com ato de repúdio e roda de conversa; e no domingo (12), no Estádio Pequizão, durante o jogo entre Juventude x Baixio.
Nenhuma mulher deve perder a vida por ser mulher. Nenhuma família deveria conviver com essa dor. Não aceitaremos que essas mortes sejam tratadas como fatos comuns ou inevitáveis.
expressa o comunicado
O principal objetivo do movimento é promover a conscientização da população sobre a gravidade do crime de feminicídio, especialmente aos homens. A nota destaca a importância de educar as novas gerações para o respeito, onde todos possam "viver com dignidade, liberdade e segurança".

Relembre o caso
Nelcimar Nunes Santos, de 29 anos, foi encontrada morta dentro de um imóvel na Rua do Cruzeiro, no bairro Vermelhão, em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. O crime ocorreu em 3 de julho de 2026.
O suspeito, um homem, de 27 anos, saiu do local levando uma motocicleta pertencente à vítima. Ele foi preso em flagrante pela Delegacia Territorial (DT/Rio de Contas), momentos depois.
A motivação do crime pode estar relacionada a um desentendimento envolvendo o relacionamento do suspeito com a irmã da vítima.
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Polícia Civil alerta
Em conversa exclusiva com o MASSA!, a delegada Pily Dantas, coordenadora de investigação preliminar do DHPP, alerta para os números alarmantes de casos de feminicídio na Bahia entre janeiro e a última quarta-feira (8). A estatística aponta uma média de quase 10 casos por mês.
Até ontem (segunda-feira (6)) eram 53 casos. A gente tem essa contabilidade diária. Ontem (terça-feira (7)) eram 54. E não tem distinção de classe social. É pobre, é rico, é na capital, é no interior, é na zona rural, é na roça. Então, não é falta de conhecimento, não é falta de cultura.
delegada Pily Dantas, coordenadora de investigação preliminar do DHPP,

O crime de feminicídio se tornou a mais severa prevista em todo o Código Penal brasileiro, com 20 a 40 anos de prisão. Além disso, o combate a este tipo de crime se estende a programas de combate à violência doméstica e outras ações.
