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Rixa de torcidas - - Atualizado em

Lava-jato foi atacado após funcionário ser reconhecido pela TUI

Carro danificado dentro da loja, em Canabrava, é de um cadeirante e não tem seguro

Ataque ocorreu antes do clássico BAxVI
Ataque ocorreu antes do clássico BAxVI |  Foto: Portal MASSA!

O ataque dos integrantes de uma torcida organizada do Vitória a um lava-jato em Canabrava, em Salvador, neste domingo (23), teria ocorrido após um dos funcionários, integrante da Bamor, do rival Bahia, ser reconhecido pelo grupo. Os suspeitos invadiram o local, danificaram o portão principal e o carro de um cliente. Todo o crime foi registrado por câmeras de segurança.

Em entrevista ao portal MASSA!, o proprietário do estabelecimento, Elísio de Jesus, conhecido como Baixinho, de 49 anos, contou que havia saído para almoçar e deixado dois funcionários no estabelecimento. Durante esse período, recebeu uma ligação informando que o local estava sendo destruído.

“Eu tinha acabado de fechar o estabelecimento e fui para casa almoçar. Deixei dois funcionários aqui finalizando o carro de um cliente. Um deles é integrante da Bamor e, segundo me relataram, teria sido reconhecido por integrantes da torcida organizada do Vitória”, afirmou.

O comerciante disse que, ao chegar ao local, encontrou o portão danificado e diversos objetos espalhados pelo estabelecimento. Duas bombas também foram lançadas. Uma delas explodiu próximo a uma parede, enquanto outra caiu debaixo de um veículo, mas não detonou:

“Essa bomba não explodiu. Para a honra e glória do Senhor Jesus, ela parou debaixo do carro do cliente e não explodiu. Se tivesse explodido, poderia ter acontecido uma tragédia muito maior."

Carro de cadeirante

De acordo com o proprietário, o veículo danificado pertence a um cadeirante, é adaptado e não possui seguro. O retrovisor foi quebrado e a lataria ficou amassada em diferentes pontos.

O comerciante afirmou que ainda não conseguiu calcular o prejuízo e que o estabelecimento é responsável pelo sustento de seis funcionários. O proprietário também pediu providências aos dirigentes dos clubes e criticou a violência praticada por integrantes de torcidas organizadas.

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“Eu não tenho como arcar com esse prejuízo. Alguém precisa tomar uma providência e resolver essa situação. Não estou falando de todos os integrantes das torcidas. Conheço pessoas da torcida do Bahia e do Vitória que são pessoas de bem. Estou falando dessas pessoas que entram nesses grupos para praticar violência e acabam manchando a imagem dos clubes”, sinalizou.

Identificação dos envolvidos

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, por meio de nota, que acompanha os fatos e adota as medidas cabíveis para a identificação e a responsabilização dos autores dos atos violentos.

"O MPBA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da paz e da segurança da população baiana e seguirá atuando para punir práticas criminosas e reestabelecer a civilidade cotidiana e em dias de jogos", indica.

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