
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) encontrou mensagens que apontam indícios de uma possível relação do atacante David Corrêa, ex- Vitória, com integrantes de um grupo investigado na Operação “A Tropa” . As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (3).
O atacante é investigado pela PC sob a suspeita de algum tipo de relação com integrantes do grupo e se os contatos identificados em seus aparelhos têm ligação com as atividades criminosas apuradas.
“Mereceu tomar uns tiros mesmo”.
A operação “A tropa” investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. Segundo PCES, a investigação começou com uma tentativa de homicídio ocorrida em 15 de março de 2024, no bairro Novo Porto Canoa, após a vítima ser sequestrada em Serra Dourada 3 e ser alvo de tiros por parte dos criminosos. Apesar do ataque, a vítima sobreviveu.
A Polícia Civil analisou o aparelho celular do ex-agente do jogador, preso em 20 de agosto de 2024, Edson Wander da Silva Júnior, conhecido como Júnior.
As mensagens no celular de Júnior revelaram diálogos com o investigado sobre a motivação do crime contra a vitima. Em uma das conversas, o atleta teria dito: "ele mereceu tomar uns tiros mesmo". Ainda segundo a apuração, uma outra conversa aponta ainda para troca de fotos de armas de fogo, com o investigado respondendo: "Tem que derrubar um para ver de qual é".
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Em uma terceira conversa, Juan, envolvido na tentativa de homicídio, havia solicitado apoio financeiro ao investigado para trocar o veículo Fiat Argo usado no crime.
Segundo o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodrigo Sandi Mori “essas mensagens indicaram um possível financiamento do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3 por parte do investigado”.
As ações foram realizadas em municípios da Grande Vitória e também em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro e Goiás e no Distrito Federal.

