
A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) divulgou, nesta sexta-feira (24), um posicionamento sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como Léo do Lanche, ocorrida na noite de quinta-feira (23), no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Familiares e moradores afirmam que ele foi morto durante uma intervenção policial na região e que o disparo teria partido de uma policial militar da 49ª Companhia Independente da corporação.
A PM-BA informou que os policiais envolvidos na ocorrência utilizavam câmeras corporais operacionais e que as imagens serão encaminhadas às autoridades responsáveis pela investigação. Os registros serão analisados junto com outros elementos técnicos para esclarecer a dinâmica dos fatos.
No mais, o comandante-geral da corporação determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a atuação dos policiais envolvidos e comunicou o afastamento dos agentes que participaram da ocorrência.

Versões diferentes
A versão apresentada pela PM diverge dos relatos de moradores e familiares. Segundo a corporação, os policiais realizavam patrulhamento na região quando identificaram disparos de arma de fogo em uma área com histórico de conflitos entre grupos criminosos.
Ainda conforme a versão da PM, durante a atuação policial, Léo foi localizado ferido por disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, onde o óbito foi constatado.
A ocorrência foi apresentada à Polícia Civil, responsável por investigar as circunstâncias da morte. O caso é apurado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico).

Já os moradores afirmam que, no momento da ação policial, a região estava sem energia elétrica, não havia troca de tiros, e que Léo do Lanche estava na porta de casa quando foi atingido. Segundo os relatos, ele teria sido baleado na cabeça.
Um vídeo compartilhado por testemunhas mostra dois policiais militares, entre elas uma agente feminina, tentando levantar a vítima, que aparece caída no chão e com um ferimento na cabeça.
De acordo com a esposa do comerciante, Léo havia ligado para ela minutos antes da ocorrência para informar que estava voltando para casa após comprar pão e outros itens para a família. O comerciante deixa dois filhos.

