
A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para investigar as declarações do economista e comentarista político Rodrigo Constantino contra a Bahia e a população baiana. O caso envolve um vídeo publicado nas redes sociais após o resultado das eleições de domingo (4), quando o estado teve vitórias do PT.
Na gravação, Constantino chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e fez outras declarações consideradas possíveis manifestações de caráter discriminatório contra os baianos.
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A investigação foi confirmada pela Polícia Civil nesta terça-feira (6). Segundo a corporação, o procedimento busca apurar as circunstâncias das publicações e eventuais responsabilidades.
As apurações estão sob acesso restrito para preservar o andamento da apuração. Em nota, a Polícia Civil afirmou que mantém o compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade.
MP-BA cobra resposta de economista
Além da investigação da Polícia Civil, o caso também chegou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). O procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira registrou uma Notícia de Fato após as declarações de Constantino.
O documento foi encaminhado na segunda-feira (5) ao procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques. Segundo Rômulo de Andrade, as manifestações feitas pelo economista podem ser avaliadas como possível discriminação em razão da procedência.
Entenda o caso
Após as eleições de domingo, Constantino publicou um vídeo comentando o resultado eleitoral na Bahia. O estado reelegeu Jerônimo Rodrigues (PT) para o governo e elegeu Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) para o Senado.
O comentarista, que declarou apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), relacionou o resultado ao comportamento dos eleitores baianos e afirmou que “a Bahia é o câncer do Brasil”.
Na mesma gravação, Constantino disse que esperava ser acusado de xenofobia, mas afirmou que não se importaria com isso. Ele também fez críticas a Salvador e ao interior do estado e declarou que “ninguém quer trabalhar”.
O economista ainda afirmou que os baianos seriam, “com todas as boas exceções”, uma “vergonha para o Brasil”.

