
A Polícia Civil investiga uma denúncia contra um homem que praticou atos obsecenos na frente de crianças na tarde deste domingo (17), no bairro da Pituba, em Salvador. A responsável pelas vítimas, duas meninas de 11 anos, não quis se identificar e relatou o ocorrido ao Massa!
De acordo com a mãe de uma das vítimas, o crime foi percebido após as crianças saírem correndo assustadas do parquinho do estabelecimento em que estavam, dizendo “que um homem estava chacoalhando as partes íntimas enquanto sorria para elas.”
O homem estava dentro de um carro, olhando diretamente para as crianças, praticando o ato enquanto sorria. A mulher correu imediatamente para fora do estabelecimento, para ver se avistava o suspeito, mas o carro já estava saindo.
Segundo a testemunha, que preferiu não se identificar, a gerente do local ficou comovida com a situação chegando a chamar uma viatura que estava passando para tentar ajudar.
A equipe do estabelecimento não encontrou imagens na câmera nesse ponto do estacionamento.
Segundo informações, no local havia outras famílias, inclusive um casal que estava com uma terceira criança, de 3 anos, que por conta da idade, não entendeu o que estava ocorrendo. A criança sorria e acenava para o homem, e segundo as crianças de 11 anos, isso chamou a atenção delas para a situação.
Em nota enviada ao Massa!, a Polícia Civil disse que providências e apuração estão em andamento para elucidar os fatos. O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA).
Maio Laranja
A mãe das vítimas traz o desejo de que o criminoso seja preso. Destaca ainda que o crime ocorreu no mês do combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil, conhecido como Maio Laranja.
Leia Também:

Nesta segunda (18), é celebrado o Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, anualmente, 500 mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil, mas somente cerca de 7,5% dos casos são denunciados.
