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Já não era novidade - 23/04/2026, 21:20 - Da Redação

Suspeito de matar modelo baiana torturou outra ex-namorada

Namorado da vítima se matou horas após prisão

Homem foi preso e se matou 24 horas depois
Homem foi preso e se matou 24 horas depois |  Foto: Divulgação/PC-RJ

O caso da morte da modelo baiana Ana Luiza Mateus, de 29 anos, ganhou contornos ainda mais pesados após a identificação do principal suspeito. Trata-se do namorado da vítima, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos. Ele foi preso, mas acabou tirando a própria vida poucas horas depois, dentro da cela.

Com o avanço das investigações, veio à tona que o homem já tinha um histórico de violência contra mulheres. Inclusive, no ano passado, ele chegou a ser detido após uma grave denúncia feita por uma ex-companheira.

Em outubro de 2025, Endreo Lincoln teria agredido e torturado a então namorada, identificada como Beatriz Lima, de 31 anos. O caso aconteceu em um imóvel na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e chocou pela brutalidade.

Segundo o depoimento da vítima à polícia, tudo começou por ciúmes e rapidamente virou uma sequência de agressões físicas. Beatriz contou ainda que já havia sido atacada pelo ex em outra ocasião, no fim de 2024, mostrando que o comportamento violento não era isolado.

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Tortura brutal

Na denúncia, ela detalhou momentos de terror. Disse que foi espancada com socos na cabeça, no rosto e no abdômen. Mesmo ferida, teria sido forçada a admitir uma traição que nunca existiu. Como se não bastasse, quando já estava caída, o agressor teria usado um cinto para tentar enforcá-la.

A violência não parou por aí. Beatriz relatou que, mesmo machucada, foi obrigada a manter relações sexuais contra a sua vontade e ainda ficou em cárcere privado até o dia seguinte. Para conseguir sair da situação, ela disse que precisou convencer o agressor de que precisava ir a uma UPA por conta de um sangramento.

"Ele dizia que ia me matar numa fazenda e, depois me jogaria do alto de uma cachoeira. Ele passou horas falando para mim as formas como ele ia me matar. Levei muito tempo para convencê-lo a me deixar ir a uma UPA, estava muito machucada", relatou a vítima, que perdeu parcialmente a visão de um dos olhos.

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