
A candidata ao Senado pela federação PSOL-Rede, Delliana Ricelli, criticou o processo de privatização de estatais e defendeu a retomada da Refinaria de Mataripe, na Bahia. A declaração foi dada nesta quarta-feira (12), após a sabatina promovida pelo Grupo A TARDE com candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao MASSA!, Delliana também falou sobre o impacto dos preços dos combustíveis para os baianos.
A antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi vendida pela Petrobras em 2021 e passou a ser administrada pela Acelen, empresa controlada pelo fundo Mubadala. O tema voltou ao centro do debate político neste ano após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender a possibilidade de a Petrobras recomprar a unidade.
Para Delliana, a situação da Bahia tem uma particularidade justamente porque a refinaria deixou de fazer parte da Petrobras. Segundo ela, a política de preços adotada pela unidade privada ajuda a explicar a pressão sobre os combustíveis no estado.
“Tivemos um processo de redução de alguns índices de impostos federais. A questão aqui na Bahia é porque é uma outra concessionária que não está ligada à Petrobras, e tem a ver com a política desses processos em que pessoas vendem as nossas estatais e, depois, ficamos a serviço dos estrangeiros.”
A Refinaria de Mataripe é atualmente administrada pela Acelen e possui uma política de preços própria, independente da Petrobras. Em maio deste ano, por exemplo, a empresa anunciou redução de 5% no preço da gasolina e de 7% no diesel S-10. Na mesma ocasião, a gasolina vendida pela refinaria baiana passou a custar R$ 3,90 por litro, enquanto o preço da Petrobras nas refinarias estava em R$ 2,61.
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“O gás de cozinha está muito caro”
Durante a entrevista ao MASSA!, a candidata também relacionou a retomada da refinaria ao projeto político do presidente Lula e afirmou que a medida poderia ajudar a amenizar a pressão sobre os preços dos combustíveis na Bahia.
“Acho que o projeto do presidente Lula é retomar a refinaria de Mataripe. E, para mim, acho que isso pode equacionar ou apenas ou minimizar esse processo na Bahia em relação ao aumento dos combustíveis. O gás de cozinha está muito caro.”

Delliana ainda aproveitou a discussão para fazer uma crítica mais ampla aos processos de privatização. Para a candidata, a transferência de empresas estatais para a iniciativa privada reduz a capacidade de intervenção do poder público em setores considerados estratégicos.
“A gente vai perceber que as privatizações não resolvem os problemas da população. Então, hoje, a gente tem problemas muito grandes porque a gente perde o poder do Estado de intervir nisso para melhorar a vida das pessoas”, destacou.

