
O deputado federal e candidato à reeleição Elmar Nascimento (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (6), que a informação que o identifica como preto no registro de candidatura apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é resultado de uma inconsistência administrativa. Segundo o parlamentar, a equipe já solicitou a correção dos dados à Justiça Eleitoral.
A mudança chamou atenção porque, nas eleições de 2022, Elmar havia se autodeclarado pardo. Já em 2018, o registro apontava que ele era branco.
Em nota, a assessoria do deputado afirmou que a classificação divulgada pela Justiça Eleitoral não corresponde à autodeclaração de Elmar e garantiu que um pedido de retificação foi protocolado assim que o problema foi identificado.
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"A informação referente à autodeclaração de cor/raça constante no registro de candidatura apresentado à Justiça Eleitoral não corresponde à autodeclaração do candidato."
Ainda de acordo com a equipe, a solicitação busca fazer com que o registro reflita corretamente as informações fornecidas pelo parlamentar.
Defesa aponta falha administrativa
A assessoria também afirmou que outros candidatos enfrentaram situações semelhantes durante o processo de registro das candidaturas para as eleições de 2026. Segundo a nota, os casos indicam uma inconsistência pontual de natureza administrativa, que pode ser corrigida pelos meios legais.
"Sem fundamento", diz nota
Por fim, a defesa de Elmar Nascimento negou qualquer tentativa de alterar deliberadamente sua autodeclaração racial e ressaltou que o deputado sempre manteve uma trajetória pública pautada pelo respeito à diversidade e às diferentes etnias que compõem a sociedade brasileira, especialmente a baiana.
Agora, o pedido de retificação será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá sobre a atualização das informações no registro de candidatura.

