
Com as Eleições 2026 a todo vapor, o combate às fake news volta a ganhar força. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém ações específicas para ajudar o eleitor a identificar conteúdos falsos e questionar informações que podem direcionar uma narrativa.
Mas como saber se aquele vídeo, áudio, print ou texto recebido no WhatsApp é verdadeiro? O MASSA! explica.
🤨 Como desconfiar de uma fake news?
O primeiro passo é não acreditar automaticamente em uma informação só porque ela foi enviada por alguém conhecido.
Alguns sinais podem acender o alerta:
Título muito apelativo: frases em tom de urgência, com exageros ou promessas de uma "bomba" podem ser usadas para chamar atenção.
Fonte desconhecida: veja quem publicou a informação e se o veículo ou perfil realmente existe.
Erros grosseiros: erros de português, nomes escritos de forma errada e informações sem contexto são sinais de alerta.
Data antiga: uma notícia verdadeira pode voltar a circular meses ou anos depois como se tivesse acabado de acontecer.
Print sem origem: imagem de uma suposta reportagem ou postagem não prova que aquele conteúdo realmente foi publicado.
Vídeo ou áudio fora de contexto: uma gravação real pode ser apresentada como se mostrasse outro acontecimento.
Pedido para compartilhar: mensagens que dizem "espalhe antes que apaguem" ou "mande para todo mundo" merecem atenção redobrada.
O próprio TSE aponta erros ortográficos, títulos sensacionalistas e URLs falsas entre os sinais que podem ajudar a identificar uma notícia falsa.
🔎 Como verificar se a informação é verdadeira?
Antes de apertar o botão de compartilhar, faça uma pequena investigação.
1. Procure a informação em outros veículos
Digite no Google uma frase da notícia e veja se veículos jornalísticos confiáveis também publicaram o assunto. Se uma informação bombástica aparece somente em um perfil desconhecido, desconfie.
2. Confira a fonte original
Não fique apenas no print. Procure a publicação original, veja quem divulgou, quando foi publicada e qual é a fonte utilizada.
3. Busque canais oficiais
Quando o assunto envolve eleições, candidatos, votação, legislação eleitoral ou funcionamento da urna, consulte as informações divulgadas pela Justiça Eleitoral.
O TSE também mantém conteúdos específicos sobre desinformação e um repositório com informações sobre narrativas falsas relacionadas ao processo eleitoral.
4. Não confunda opinião com informação
Uma postagem pode trazer uma opinião política legítima, mas isso não significa que todos os fatos apresentados nela sejam verdadeiros. É importante separar comentário, interpretação e informação comprovável.
5. Procure agências de checagem
Se a informação já estiver circulando bastante, pode ser que tenha sido checada por organizações especializadas. O próprio TSE mantém iniciativas de enfrentamento à desinformação em parceria com diferentes instituições e plataformas.
⚠️ E se a notícia usar inteligência artificial?
Isso requer mais atenção ainda. Imagens, vídeos e áudios podem ser manipulados ou produzidos com inteligência artificial. Um conteúdo parecer "real" não significa que ele seja verdadeiro.
Leia Também:
Por isso, ao receber um vídeo de um candidato supostamente fazendo uma declaração absurda, por exemplo, procure a gravação completa e veja se veículos confiáveis ou os canais oficiais registraram a mesma fala.
📲 Por que compartilhar fake news é tão perigoso?
Uma informação falsa não precisa ser compartilhada por milhões de pessoas para causar estrago.
No período eleitoral, uma mentira pode prejudicar a imagem de um candidato, influenciar o voto, provocar conflitos e espalhar dúvidas sobre instituições e sobre o próprio processo eleitoral. O TSE alerta justamente para conteúdos que podem afetar a legitimidade das eleições.
E tem um detalhe importante: mesmo quem compartilha uma mentira sem saber que ela é falsa ajuda a aumentar o alcance daquele conteúdo.

