
O bloco afro Ilê Aiyê se posicionou com firmeza diante do assassinato de Karielle Lima Marques Souza, de 23 anos, e de seu filho, uma criança de seis anos, no domingo de Páscoa (5). A vítima havia se candidatado a Deusa do Ébano na edição de 2025, no concurso Beleza Negra do Ilê Aiyê.
Por meio de uma nota publicada nas redes sociais, o bloco afro destacou a história da jovem. O Ilê a definiu como "símbolo de beleza negra potência, futuro e representatividade. Além disso, salientou que a trajetória dela foi "interrompida de forma irreparável".
A instituição do Curuzu lamentou a situação e se solidarizou com familiares, amigos e toda a comunidade impactada pela perda. "Hoje, nos unimos em luto, mas também em resistência. Que a memória de Karielle siga viva como força, denúncia e chamado à ação", completou.
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Cobrou uma reforma social
O Ilê Aiyê também foi contundente ao afirmar que este "não é um caso isolado", afirmando que faz parte de "uma estrutura que insiste em violentar, silenciar e interromper vidas negras".
"É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores", declarou o Ilê Aiyê.
