
O motorista Tauan Felipe Reinert Carlos, apontado como responsável pelo acidente entre um caminhão e uma van que deixou 16 mortos na BR-116, em Santa Teresinha, continuará preso. A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa dele.
Tauan estava custodiado em Feira de Santana, mas foi transferido para o Conjunto Penal da Mata Escura, em Salvador. Antes, ele passou por atendimento médico devido aos ferimentos sofridos no acidente ocorrido no dia 31 de maio.
Na decisão desta terça-feira (9), a juíza responsável pelo caso entendeu que a fratura apresentada pelo motorista não justifica a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. Segundo a magistrada, o sistema prisional tem condições de garantir o tratamento médico necessário ao detento.
A Justiça também destacou a gravidade do caso e os indícios já reunidos durante a investigação. Tauan foi autuado por homicídio com dolo eventual na condução de veículo, quando o motorista assume o risco de provocar mortes.
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Ainda conforme a decisão, o fato de o acusado ser réu primário e possuir bons antecedentes não é suficiente para garantir sua liberdade neste momento.
O que diz a Polícia Civil?
No mesmo dia da decisão, a Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre a tragédia e encaminhou o procedimento ao Ministério Público. As investigações apontaram que o caminhão conduzido por Tauan trafegava na contramão quando atingiu frontalmente a van.
Segundo a polícia, além de estar acima da velocidade máxima permitida para o trecho, o veículo apresentava irregularidades, entre elas dois pneus traseiros desgastados. O inquérito também aponta que o motorista não comprovou o cumprimento do período de descanso obrigatório previsto na legislação.
Maconha encontrada no veículo
Outro ponto destacado pelos investigadores foi a localização de uma porção de maconha na mochila do suspeito durante a ocorrência.
Diante das conclusões da investigação, Tauan foi indiciado por homicídio doloso. A prisão em flagrante realizada logo após o acidente já havia sido convertida em preventiva, medida que foi mantida pela Justiça.
Com isso, o motorista seguirá custodiado e à disposição do Poder Judiciário enquanto o caso avança para as próximas etapas na esfera criminal.
