
Sem acordo na campanha salarial, os docentes da rede privada de Salvador permanecem em estado de greve. A definição ocorreu nesta quarta-feira (17), durante o encontro promovido pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), que também aprovou uma paralisação seguida de uma nova assembleia com indicativo de greve para o dia 16 de julho.
De acordo com a vice-presidente do Sinpro-BA, Cristina Souto, a decisão de manter o estado de greve e adiar uma eventual deflagração do movimento grevista foi tomada após a categoria analisar a proposta apresentada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA). Segundo ela, a mobilização será mantida enquanto a categoria aguarda avanços nas tratativas.
O que foi debatido?
Ao longo da manhã, os participantes defenderam a manutenção da pressão sobre os empregadores e criticaram a condução das negociações. Para a professora Rita Buente, que atua em uma escola da região da Cidade Baixa, a participação da categoria nas assembleias é fundamental neste momento.
Eles debocharam da categoria e continuam debochando
"Nós temos que estar aqui para votar. vamos esquecer o que o chefe que bota [...] Porque é visível que eles estão agora preocupadíssimos. Eles apostaram que a gente não se mobilizava. Eles apostaram que isso não ia dar em nada. Eles debocharam da categoria e continuam debochando", afirma.

A educadora também demonstrou preocupação com temas que, segundo ela, voltaram a ser debatidos nas mesas de negociação. Entre os pontos citados está a possibilidade de retomada da escala 6x1.
"Agora tão trazendo a tal escala 6x1 de novo, alegando um custo de 23%. Eles estão comendo pelas beiradas.. Então a gente tem que sair daqui se posicionando mesmo, votando mesmo, ainda que hoje não se delibere uma greve, a gente tem que estar em assembleia permanente", completa.
Entre os principais pontos a serem reivindicados pela categoria estão:
▶️ Melhores condições de trabalho dos docentes;
▶️ Manutenção do período de recesso;
▶️ Preservação da bolsa de estudos para filhos de professores;
▶️ Avanços na campanha salarial.
Setor dos patrões também dá sua versão
Paralelamente, enquanto a assembleia ocorria, o Sinepe-BA informou ao MASSA! que, em rodada de negociação realizada na terça-feira (16) com o Sinpro-BA, houve consenso para manter a cláusula de Ajuda Escolar nos mesmos termos previstos na Convenção Coletiva 2024/2026.
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O Sinepe-BA também afirmou ter garantido que o recesso escolar de 2027 ocorra entre os dias 18 de junho e 6 de julho, além de pontuar que uma nova reunião entre as partes está marcada para 8 de julho.
Apesar disso, representantes da assembleia desta quarta afirmaram que não enxergam avanços concretos nas tratativas. Segundo o que tem sido debatido no encontro, a avaliação da categoria é de que as negociações seguem sem mudanças significativas, mesmo após o posicionamento divulgado pelo Sinepe-BA.
