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SEM PESAR NO BOLSO - 10/06/2026, 07:00 - Lucas Santos*

Acessórios no precinho: tem Seleção para todos nos camelôs de Salvador

Comércio esquenta com Copa e é possível comprar camisas e tudo do Brasil com valor acessível

Camelô oferece todo tipo de acessório  para quem quer ficar no padrão durante a Copa
Camelô oferece todo tipo de acessório para quem quer ficar no padrão durante a Copa |  Foto: Clara Pessoa / AG. A TARDE

Chegou a véspera da maior Copa do Mundo de todos os tempos. Com 48 seleções divididas em 12 grupos e com os jogos sendo disputados em três países (Estados Unidos, México e Canadá), a bola vai rolar a partir desta quinta-feira (11) e o clima já está no ar. As cores do Brasil tomam conta das ruas e vestem aqueles que apoiam ou não a Seleção, já que gostando ou não do esporte bretão, todos viram torcedores nesta época do ano.

A popularização dos uniformes verdes, amarelos e azuis durante a Copa conta bastante com os camelôs, que vendem todo o tipo de produto da Seleção por preços bem mais acessíveis que no mercado tradicional de Salvador. “Trabalho muito neste período de Copa desde 1982, quando eu tinha 18 anos. Fico sempre animado, independente da Seleção, por conta das vendas. Meu estoque hoje só dá seleção”, detalhou o vendedor Joinei Nascimento, que trabalha no centro da capital baiana, ao MASSA!.

A loja de Joinei, localizada na esquina da Rua Nova de São Bento com a Rua 11 de Julho, está toda pintada de verde e amarela. Além de camisas, o estabelecimento conta com bermudas, bonés, bandeiras, perucas, casacos, mochilas, cornetas, e diversos tipos de adereços e acessórios para enfeitar a galera com as cores do Brasil, como tiaras, anéis e colares.

Imagem ilustrativa da imagem Acessórios no precinho: tem Seleção para todos nos camelôs de Salvador
Foto: Clara Pessoa / AG. A TARDE

Os valores dos produtos cabem em todos os bolsos, variando do mais barato ao mais caro. As camisas custam entre R$ 20 e R$ 55; bandeiras pequenas valem R$ 3 e as maiores, que passam dos 2 metros, chegam a R$ 90; e as cornetas variam de R$ 6 até R$ 75. Já as bermudas com o escudo da Seleção valem R$ 45; os bonés estão a R$ 20; as perucas são vendidas a R$ 30, as mochilas a R$20; e os casacos azuis estão por R$ 120.

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Aos que querem apenas uma lembrancinha da seleção, a loja oferta produtos dos mais variados preços. “Aqui tem de tudo. Bandanas, xuxas por 50 centavos, anel de dois reais e tudo mais. O lugar certo pra ficar todo de verde e amarelo”, completou o empolgado lojista.

Uniforme mais barato

Presente na vida dos soteropolitanos e brasileiros, o mercado informal sempre foi uma alternativa aos produtos oficiais da Seleção, muitas vezes inacessíveis para boa parte da população. A camisa oficial do Brasil para esta Copa, por exemplo, tem preço em torno de R$ 450,00, cerca de 27% de um salário mínimo, valor máximo recebido por 35% dos trabalhadores brasileiros. “Aqui (no camelô) você vê produtos de 5 ou 6 reais. O preço oficial da camisa do Brasil me deixou bastante assustado. Aqui tá por 25, então facilita o acesso”, atestou Vinicius Sena, cliente do camelô, que levou alguns acessórios para casa.

Não à toa, de acordo com números da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Apice), os produtos falsificados já correspondem a um terço do mercado brasileiro. Ainda segundo o órgão, 225 milhões de peças não oficiais circularam no Brasil no ano passado.

Outras seleções vendem

Mesmo com o Brasil sendo conhecido como o país do futebol, sempre existem aqueles torcedores que preferem outras seleções na Copa do Mundo, o que se reflete em parte das vendas do camelô. Pesquisa recente da Worldpanel by Numerator aponta que 19% dos brasileiros torcem por equipes estrangeiras no Mundial, seja por motivos familiares ou por amarem jogadores gringos.

Galera também procura produtos de outras seleções no Relógio de São Pedro
Galera também procura produtos de outras seleções no Relógio de São Pedro | Foto: Clara Pessoa / AG. A TARDE

A loja de Audrey Silva, perto do Relógio de São Pedro, parece ter atraído fãs de Messi e Cristiano Ronaldo, já que os materiais de Argentina e Portugal têm vendido mais que a camisa verde e amarela. “O Brasil deixa a desejar. A Seleção é miserável, deixa muito a desejar, então muitas vezes as pessoas acabam torcendo para outras seleções”, opinou a vendedora.

Otimismo pelas ruas

Além de vendedores, os profissionais do camelô não deixam de ser torcedores da Seleção Brasileira, só que com o gás a mais de ganharem um ‘cascalho’ com um eventual bom desempenho da Amarelinha no Mundial. Mesmo com a confiança de apenas 29% da população, de acordo com pesquisa do Datafolha, o clima é de otimismo pelas ruas de Salvador.

Genival Pinho, dono da loja Toca do Urso
Genival Pinho, dono da loja Toca do Urso | Foto: Clara Pessoa / AG. A TARDE

“Vai dar um ‘boom’ nas vendas, ainda mais se Neymar jogar. Tem que jogar, mas sem cair toda hora também. Vamos em busca do hexa”, brincou Genival Pinho, dono da loja Toca do Urso. “É difícil, mas não podemos deixar de acreditar na Seleção. A esperança é a última que morre”, acrescentou a vendedora Carina Miranda ao MASSA!.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

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