
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se pronunciou nesta sexta-feira (24), sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, durante uma ação policial no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual lamentou o caso, prestou solidariedade à família e garantiu uma investigação rigorosa.
"Fui informado com pesar sobre a morte de Leonardo Gil Lima, o Léo Lanches, em São Cristóvão, Salvador. Expresso minha solidariedade à família e estou em oração por todos neste momento tão difícil", escreveu o governador.
Jerônimo informou ainda que a Corregedoria da Polícia Militar e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos já estão acompanhando a família da vítima e prestando o suporte necessário.
PMs são afastados
Na publicação, o governador também anunciou o afastamento dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Segundo ele, as imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes serão analisadas durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM.
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"A apuração será rigorosa. Os fatos precisam ser esclarecidos e os responsáveis devem responder perante a Justiça", afirmou.
A morte de Léo provocou uma forte reação dos moradores de São Cristóvão. Na noite de quinta-feira (23), manifestantes fecharam ruas do bairro, atearam fogo em pneus e cobraram esclarecimentos sobre a ação policial.
Relembre o caso
Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo do Lanche, foi baleado na noite de quinta-feira (23), na localidade de Lessa Ribeiro, em São Cristóvão. De acordo com relatos de moradores, ele teria sido atingido durante uma intervenção de policiais militares da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
O comerciante chegou a ser socorrido e levado para uma unidade de saúde em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, mas não resistiu aos ferimentos.
Após a confirmação da morte, moradores realizaram um protesto na região. Pneus foram incendiados, uma via foi bloqueada e um ônibus acabou sendo atravessado na pista e queimado durante a manifestação.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, enquanto a Polícia Militar afastou os agentes envolvidos.

