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AGORA! - 16/06/2026, 06:28 - Pedro Moraes - Atualizado em 16/06/2026, 10:44

Série de homicídios em Salvador é combatida com ligação no RJ e SC

Bairros como Águas Claras e Cajazeiras V predominam na capital

Cajazeiras é um dos bairros que recebem a operação
Cajazeiras é um dos bairros que recebem a operação |  Foto: Ilustrativa/José Simões/Ag. A TARDE

Uma organização criminosa envolvida em no mínimo 15 homicídios entre 2025 e 2026 está, nesta terça-feira (16), no radar da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). Disputas territoriais e tráfico de drogas, sobretudo nos bairros de Águas Claras, Cajazeiras V e Nova Sussuarana, são dois dos principais crimes caçados pela Operação Gênesis. Até as 10h40, 22 investigados foram identificados

Cidades como Lauro de Freitas e Retirolândia também integram os locais das medidas judiciais. Envolvidos que atuam em cargos de lideranças, como gerentes financeiros e executores da organização criminosa, devem ser caçados ao longo do dia.

As investigações indicam que o grupo utilizava armamento de alto poder ofensivo, monitoramento permanente das forças de segurança e execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas apontadas como opositoras aos interesses da organização.

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Mais de 20 suspeitos no radar

Pelo menos 21 alvos eram objeto de mandados de prisão preventiva e um foi autuado em flagrante por tráfigo de drogas. Dois dos investigaods morerram ao resistirem às abordagens.

Cinco mandados foram cumpridos contra investigados que já se encontravam custodiados no sistema prisional - três na Bahia e dois em Santa Catarina.

Parte da organizaão criminosa usou o bairro de Águas Claras como ponto de partida para expandir as atividades à Santa Catarina, onde mantinha um núcleo operaiconal voltado ao tráfico de drogas e à prática de homicídios.

No geral, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI), realiza a articulação da operação. Outros estados, como o Rio de Janeiro e Santa Catarina, também estão na mira da corporação, principalmente as cidades de Nova Iguaçu, Macaé, Camboriú e Itapema.

Investigação já dura três anos

Deflagrada em setembro de 2023, a operação tem, na sua atual fase, a incorporação de elementos probatórios compartilhados judicialmente, além de novas provas produzidas ao longo de cerca de dois anos de investigações conduzidas pela PC-BA. Cerca de 80 equipes e mais de 300 policiais atuam nas ruas do estado.

Coletividade

A operação é coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e conta com o apoio dos Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP), de Polícia do Interior (DEPIN), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além da Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).

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