24º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Viver Bem

Saúde em primeiro lugar - 14/07/2026, 20:30 - Rebeca Nascimento

Julho Amarelo reforça prevenção e diagnóstico das hepatites virais

Doenças podem evoluir sem apresentar sintomas

Cor da campanha faz referência à icterícia, um dos sintomas mais conhecidos das doenças
Cor da campanha faz referência à icterícia, um dos sintomas mais conhecidos das doenças |  Foto: Reprodução/Magnifc/Ilustrativa

Desde de 2019, o mês de julho foi instituído pela lei (13.802/2019) como Julho Amarelo e tem o objetivo de realizar ações relacionadas à luta contra as hepatites virais, doenças que afetam o fígado e podem evoluir silenciosamente por anos.

O foco da campanha é ampliar o acesso à informação, incentivar a prevenção, a vacinação e o diagnóstico precoce. A cor da campanha faz referência à icterícia, um dos sintomas mais conhecidos das doenças, caracterizado pelo amarelamento da pele e dos olhos.

A professora do curso de Biomedicina da Estácio, Ana Karolina Sales, explicou que as hepatites virais são infecções que provocam inflamação no fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. "Algumas hepatites apresentam evolução aguda e podem ser curadas espontaneamente. Já outras podem se tornar crônicas e provocar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado".

Aspas

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, é fundamental procurar atendimento médico diante de qualquer suspeita.

Ana Karolina Sales, professora de Biomedicina

Leia Também:

O professor do curso de Enfermagem, Reynaldo Júnior, ainda destaca que as hepatites A e E, na maioria dos casos, são agudas e têm cura, enquanto as hepatites B, C e D podem evoluir para formas crônicas quando não tratadas. "A hepatite D, inclusive, só ocorre em pessoas que já possuem hepatite B".

Desafios

Ana Karolina afirma que um dos maiores desafios das hepatites virais é a falta de sintomas que ocorrem em algumas pessoas, especialmente nos casos crônicos. “Quando surgem, os principais sinais incluem cansaço excessivo, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, fezes claras, além de pele e olhos amarelados. Como esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, é fundamental procurar atendimento médico diante de qualquer suspeita”, orienta.

Os profissionais alertam que a transmissão varia conforme o tipo do vírus. As hepatites A e E são transmitidas principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados e estão relacionadas às condições inadequadas de higiene e saneamento.

Profissionais alertam que a transmissão varia conforme o tipo do vírus
Profissionais alertam que a transmissão varia conforme o tipo do vírus | Foto: Reprodução/Magnifc/Ilustrativa

Já as hepatites B, C e D são transmitidas pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, podendo ocorrer por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de objetos perfurocortantes, uso de materiais não esterilizados em procedimentos como tatuagens, piercings e serviços de beleza, além da transmissão de mãe para filho durante o parto.

Reynaldo Júnior faz um alerta para combater a desinformação: "As hepatites virais não são transmitidas por abraço, aperto de mão, compartilhamento de toalhas ou pelo convívio social".

Diagnóstico Precoce

Reynaldo esclare que o diagnóstico da doença é realizado por meio de exames de sangue capazes de identificar a presença dos vírus ou dos anticorpos produzidos pelo organismo.“Os testes estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.

A professora do curso de biomedicina aponta que como muitas pessoas permanecem sem sintomas durante anos, a realização periódica dos exames é fundamental, especialmente para quem possui fatores de risco. Reynaldo reforça que, quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Vacinação é uma das principais formas de prevenção
Vacinação é uma das principais formas de prevenção | Foto: Reprodução/Magnifc/Ilustrativa

Vale destacar que a prevenção depende do tipo de hepatite, mas algumas medidas são comuns a todas: manter hábitos de higiene, lavar as mãos, consumir água tratada e alimentos preparados de forma segura, utilizar preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar objetos cortantes ou perfurocortantes e garantir que materiais utilizados em procedimentos estéticos estejam devidamente esterilizados.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção. No Brasil, as vacinas contra as hepatites A e B são oferecidas gratuitamente pelo SUS e contribuem significativamente para reduzir a transmissão e as complicações da doença. Em relação ao tratamento, Reynaldo destaca que “as hepatites A e E geralmente exigem apenas repouso, hidratação e alimentação equilibrada. Já as hepatites B e C possuem medicamentos específicos, sendo que a hepatite C apresenta índice de cura superior a 95% quando diagnosticada e tratada adequadamente”, explica.

exclamção leia também